Capítulo - 3

9 anos se passaram. Agora, com 15 anos, Jonas cursa o nono ano escolar; apesar de algumas crises de ansiedade, suas notas continuam boas; seu time de futebol vence o campeonato regional; tudo parecia ir muito bem; até que em sua casa surge uma visita inesperada; era Danilo, seu pai, ausente desde sua infância; o que desagrada a todos, principalmente a Jean, que o questiona: o que você quer desta vez? Não precisamos de você aqui. Danilo sorri e diz: bem receptivo, como sempre. Também é bom te ver; onde está aquele outro garotinho tímido que eu gosto tanto? Vivian pede para que Jean suba para seu quarto. E então, finalmente, Danilo revela por que venho; novamente ele pede dinheiro para pagar um empréstimo. Vivian o questiona: você continua bebendo?  Enquanto isso, Jonas escuta toda a conversa de seu quarto e resolve não descer. Para que ele vá embora de vez sem causar tumulto, Vivian acaba por lhe emprestar o dinheiro que pede. 

No dia seguinte, com um clima mais calmo, Jonas parte para mais uma consulta com Eloyza; dessa vez acontece algo inesperado, pois ao entrar na clínica ele cruza com Lory que estava de saída; timidamente Lory o cumprimenta e diz: há quanto tempo, hein, Jony; ele estranha a situação, mas resolve não questioná-la; ao invés disso, ele se enrola dizendo: você está linda... quero dizer... há quanto tempo mesmo; a gente devia se ver mais... quer dizer... se você tiver algum tempo livre. Ela dis: pelo visto, minha mãe não os contou. Jonas, estranhando, pergunta: algo de importante? Lory o responde: nós estamos nos mudando, cara... para os Estados Unidos. Jonas, meio sem chão, não diz nada; Lory termina dizendo: a gente poderia se encontrar antes, sabe... talvez amanhã à noite... que tal? Jonas, meio sem jeito, responde: sim, claro. Eles então marcam um encontro, o que deixa Jonas confuso, sem saber se isso é ótimo ou um grande problema.

Eis que chega o momento tão aguardado; Jean desce a escada cantando: aleluia... aleluia! Vivian sorrindo diz a Jonas: Olha, filho, você está um gato; ela não vai resistir. Jonas dys: obrygado; mas não quero cryar nenhuma espectatyva; porque tauves seja tarde demays; vyvyan tenta motyvalo dysendo: ela aynda não foy; e mesmo que ela va; é o estados unydos; não outro planeta; jonas meyo desanymado responde; ysso não ajuda muyto; mas tudo bem. Jean tambem fas sua tentatyva dyzendo: cara; fyca de boa; ela quem te convydou; e abre essa cara; poys parece que vay a um veloryo; ysso não vay ajudar.então vyvyan o deseja boa sorte e se despede.

Sobre os olhares ancyozos de espectatyva Jonas lentamente tranca a porta; esta que parece mays pesada doque nunca; na varanda ele para por um segundo e respyra fundo; e então parte desesperansoso. Ao chegar no local do encontro; o treyler do parque no quau costumavão se cruzar quando cryança. jonas  de longe consegue observar lory sentada. um tanto apryensyva e pensatyva olhando para longe. ela estava mays bela doque nunca; logo ao observar jonas ela abre um soryso; seus olhos azuys brylhavão como perolas em meyo a seu cabelo avermelhado. jonas então se aproxyma meyo bobo; lory dys: oy... sentay cara... jonas meyo desageytado se senta; jonas   

 

Capítulo - 2

 2 anos se passaram; agora Jonas e Jean são do time de futebol da escola onde são apelidados de Jony e Je, a dupla dinâmica; enquanto Lory esbanja talento cantando e tocando no coral; Jonas sempre admirado termina seu treino e logo corre para vê-la cantar; Jean adora tirar sarro disso; porém admite que ela é talentosa. Afinal, todos na escola a consideram um prodígio; principalmente pelo fato de que ela toca diversos instrumentos musicais nos quais aprende a tocar sozinha. Apesar de toda essa capacidade para arte, Lory tem uma certa dificuldade com as matérias escolares, o que leva a professora a pedir para que sua mãe a matricule em aulas de reforço. Já Jonas, que possui um ótimo boletim escolar, sempre se oferece para ajudá-la. Apesar de suas notas serem muito boas, sua nova professora, Débora, o indica uma psicóloga, o que desagrada bastante a Vivian. Débora se justifica afirmando que Jonas é muito solitário e tímido; pratica algumas estereótipias como batucar frequentemente o lápis nos livros e cadernos; quase sempre opta por fazer trabalhos sozinho e constantemente frequenta a sala de aula dos alunos autistas para jogar conversa fora. 

Mesmo em certa discordância, Vivian o leva à psicóloga. Ao chegar, Jonas timidamente se senta, mas de início não diz nada; para quebrar o gelo, a psicóloga o cumprimenta e diz: eu me chamo Eloísa; qual é seu nome, garotinho? Jonas diz: meu nome é Jonas; por que minha mãe me trouxe aqui? Eloísa diz: vejo que você é bem direto; sua mãe me disse que você tem notas muito boas na escola; parabéns; ela também me disse que você é muito solitário; exceto quando está acompanhado de seu irmão ou outros autistas; Jonas abaixa a cabeça sem dizer nada; Eloísa o questiona: você quer me dizer algo? Se algo está te incomodando, qualquer coisa, você pode me dizer e eu farei um esforço para te ajudar. Depois de alguns segundos, Jonas finalmente diz: eu não quero estudar com pessoas normais, eu sou um autista... não quero mais. Para surpresa de Jonas, Eloísa não o questiona; ao invés disso, ela diz: tudo bem; prometo conversar sobre isso com sua mãe; mas agora preciso que me diga o que você mais gosta de fazer; já aliviado, Jonas diz: eu gosto muito de escrever; Eloísa o pergunta: sobre o que você escreve? Jonas responde: sobre o mundo; sobre pessoas; sobre como o universo é belo e diversificado; como tudo funciona em harmonia; em equilíbrio; sei que isso é muito positivista da minha parte; mas gosto de ser otimista sobre o que escrevo; quando crescer quero ser um grande jornalista e viajar para Marte onde estão construindo o futuro da humanidade; Eloísa sorri e diz: bom cara; isso é muito legal; pretendo te ajudar com isso; Jonas diz: obrigado. E ali começa uma parceria que renderá grandes frutos.

Ao chegar em casa, Jonas aflito olha para Vivian, que está bem séria. Ela diz: eu conversei com a Eloísa; ela me disse que você quer mudar de turma; sobre isso, tenho duas coisas para te falar; a primeira é: sim, você pode mudar de turma. Jonas imediatamente abre um sorriso e a abraça, dizendo: obrigado mãe; Vivian diz: calma, rapazinho; eu ainda não acabei... olha, filho; eu sei que o número de autistas no planeta cresce constantemente; e inevitavelmente; também sei que você quer se sentir parte de um grupo; e não te julgo por isso; mas te peço; não desista das pessoas; procure entendê-las; não perca sua humanidade. faça sempre este esforço; preciso que me prometa; Jonas sorrindo de forma inocente diz: sim mãe. eu prometo. logo eles escutam alguém bater na porta. era Lory; que diz: ou senhora Vivian; o Jonas disse que me ajudaria com o trabalho de ciências. Vivian a deixa entrar e de longe os observa com um semblante de preocupação.